Tribunal de Contas mantém parecer pela rejeição das contas de São Sebastião e Câmara fará votação decisiva

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Relatório aponta falhas administrativas, resultado financeiro negativo e irregularidades em despesas públicas

Os vereadores de São Sebastião analisam na próxima terça-feira (16) o parecer do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) que recomenda a rejeição das contas municipais referentes ao ano de 2022, durante a administração do ex-prefeito Felipe Augusto.

O documento reúne uma série de apontamentos relacionados à gestão administrativa, execução orçamentária e prestação de serviços públicos, considerados suficientes para justificar a manifestação desfavorável da Corte de Contas.

Educação e saúde receberam avaliações negativas

Entre os pontos destacados pelo tribunal estão fragilidades observadas nas áreas de educação e saúde.

Na educação, os conselheiros registraram a ausência de um plano de carreira para o magistério, elevado número de professores contratados temporariamente e falta de vagas em creches.

O relatório também aponta que o município não oferecia ensino integral na rede municipal e possuía unidades escolares com problemas estruturais.

Na saúde, o TCE identificou dificuldades relacionadas à gestão de recursos humanos, carência de equipamentos, falta de telemedicina e deficiência no atendimento de saúde mental.

Déficit financeiro preocupa tribunal

O resultado financeiro negativo de R$ 37,8 milhões foi um dos fatores considerados mais relevantes na avaliação.

Segundo o parecer, o município também promoveu alterações orçamentárias em volume considerado excessivo, atingindo quase a totalidade da despesa inicialmente prevista para o exercício.

O órgão fiscalizador entendeu que a prática compromete a previsibilidade do planejamento público e reduz a efetividade do orçamento aprovado pelo Legislativo.

Gastos com viagens entraram na lista de irregularidades

Outro ponto mantido no parecer envolve despesas realizadas por meio de adiantamentos para viagens e hospedagens.

O TCE informou que não encontrou documentação suficiente para comprovar a finalidade dos gastos em 12 processos analisados, que totalizaram mais de R$ 152 mil.

A ausência de relatórios e certificados de participação impossibilitou a verificação da correta utilização dos recursos públicos, segundo a decisão.

Aplicações mínimas foram cumpridas

Apesar das críticas, o município cumpriu os índices constitucionais de investimento em saúde e educação.

Os percentuais aplicados ficaram acima dos mínimos exigidos pela legislação, assim como os investimentos realizados por meio dos recursos do Fundeb.

Julgamento político acontece na Câmara

A votação marcada para terça-feira representa a etapa final do processo de análise das contas no âmbito municipal.

Os vereadores poderão seguir ou não a recomendação do Tribunal de Contas, sendo responsáveis pela decisão definitiva sobre a aprovação ou rejeição das contas da gestão 2022.

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